vou para tão longe quando a vontade é de ficar aqui mesmo, quietinha nesse lugar onde estou agora. a india está aqui ao lado.não precisava o medo do avião e da solidão. sinto que quero voltar pra casa. queimo os pés antes. isso me cansa e enjoa. não quero mais nada.
a gente pensa demais. fala demais e quer demais.
e vive de menos.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
o amor ideal
ele não é apressado. ele não se agita. ele adormece ao seu lado vigilante .ele cuida e ele entende. ele fala e ele escuta. ele me move e me educa. ele me ama e eu o amo. ele conhece os erros e as faltas. ele é a alma companheira que me diz em silêncio o que preciso escutar. o amor ideal existe. e está aqui.
eu vou encontrando o equilíbrio e torneando entre os desequilíbrios e falhas a minha criação, a minha vida.
imagino assim: o amor ideal. ele é um ceramista que molda peças no seu torno. no torno, para que se inicie qualquer forma, é preciso antes de mais nada, que se busque o centro, do próprio corpo e do seu mover. e é algo muito concreto, pois se a massa sai do centro a peça se deforma toda, faz como que se amoldar no desequilíbrio evidente. então se coloca a massa de novo, e você, com o peso da mão, com a direção que pode dar faz aquele objeto único, que depois terá ou não uma função. E dalí saem vazios, espaços abertos para receberem líquidos aquosos ou leitosos. E dalí beber a sede, encontrar a saciedade ou a satisfação. Eu pediria emprego em seu atelier, começaria pela tentativa, de início impaciente e aprendendo a paciência seria talvez o primeiro estágio e depois o segundo passo, o de colocar a massa no centro e depois de muitas tentativas, o entendimento. E então, finalmente faria pequenos giros sobre mim mesma e sairiam dalí colunas infinitas com protuberâncias diversas que me levariam muito longe no sentido do alto assim como a árvore vai subindo e traçando com sede de sol e luz buscando o alimento para suas folhas, delineando a direção vertical a partir dessa vontade do alto, como da chama que sobe, em busca do calor máximo. A raiz trazendo o vigor da terra que vai se deslocando qual veia de madeira num caminho de armazenamento e uso dessa força e assim utilizando a energia necessária para o passo de cada crescimento.
eu vou encontrando o equilíbrio e torneando entre os desequilíbrios e falhas a minha criação, a minha vida.
imagino assim: o amor ideal. ele é um ceramista que molda peças no seu torno. no torno, para que se inicie qualquer forma, é preciso antes de mais nada, que se busque o centro, do próprio corpo e do seu mover. e é algo muito concreto, pois se a massa sai do centro a peça se deforma toda, faz como que se amoldar no desequilíbrio evidente. então se coloca a massa de novo, e você, com o peso da mão, com a direção que pode dar faz aquele objeto único, que depois terá ou não uma função. E dalí saem vazios, espaços abertos para receberem líquidos aquosos ou leitosos. E dalí beber a sede, encontrar a saciedade ou a satisfação. Eu pediria emprego em seu atelier, começaria pela tentativa, de início impaciente e aprendendo a paciência seria talvez o primeiro estágio e depois o segundo passo, o de colocar a massa no centro e depois de muitas tentativas, o entendimento. E então, finalmente faria pequenos giros sobre mim mesma e sairiam dalí colunas infinitas com protuberâncias diversas que me levariam muito longe no sentido do alto assim como a árvore vai subindo e traçando com sede de sol e luz buscando o alimento para suas folhas, delineando a direção vertical a partir dessa vontade do alto, como da chama que sobe, em busca do calor máximo. A raiz trazendo o vigor da terra que vai se deslocando qual veia de madeira num caminho de armazenamento e uso dessa força e assim utilizando a energia necessária para o passo de cada crescimento.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
triste
coloco o mesmo vestido xadrez que levo comigo desde o namoro. no colar que uso, duas contas em desacordo. em um ponto, duas metades quebradas. será que colam de novo? e em outro lugar, uma simples falta. sem metade sem nada dentro. alí nem a lembranca do que existia, ficou só o espaço vazio e pronto
sempre tem alguém que sofre mais, que sente demais, em contrapartida ao outro que desaparece por completo e figura agora como representante da ordem repressora.
e a via é uma só.
insistir na infelicidade é tão tolo.
sempre tem alguém que sofre mais, que sente demais, em contrapartida ao outro que desaparece por completo e figura agora como representante da ordem repressora.
e a via é uma só.
insistir na infelicidade é tão tolo.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
go go girl
na minha partida como vão se lembrar de mim? ontem uma menina que trabalha no lugar onde entrei e pouco fiquei ( sim, não crio vínculos com ninguém, talvez isso explique esse ano inteiro sem trabalho para valer, uma andorinha sozinha não faz verão...e o verão chegou e a minha mãe pede para eu me concentrar, no que eu rebato e talvez isso também deva ser o aprendizado o de ser menos reativa eu se aprendí outro dia que ser pró- ativo é agir e não reagir.that's the difference, my dear darling,. corta) Adoro ser chamada de querida. Quero quero ser chamada de querida. Me chamam de querida e eu gosto tanto, sempre sinto que é por aí, que a coisa começa por aí pois se devo ser querida, devo me querer como sou, mas como sou? gata, boba, chata, estranha, implicante, irritante saio saio de cena. sou só alguém que passou uma boa receita de depilação. e chega. mas os outros, olha a invejosa, são artistas e escritores e tudo o que eu não. chega. preciso de uma semana na índia. em casa.
Linda então é aglória. as pessoas são tão especiais, juro, adoro ser gente.
" ela vai a todos os lugares. gogo girl. não dá pra qualquer um, mas se desse, dava, essa é a impressão que passa. e passa receitas de depilação, e de fazer peixes assados e um jeito qualquer de conquistar a quem se quer conqusitar, a sí mesma? de novo. imagina que é uma piada, rí de si mesma e depois chora. no final. atravessa a rua as vezes com cuidado outras sem pensar, imaginando acidentes terríveis e o seu corpo no chão cheio de sangue, sangue bem vermelho, tingindo a roupa que ela mesma teria que lavar. a hora da estrela. no seu brilho máximo, ela morre. e é assim. você é tão inteligente dizem, você poderia fazer isso, poderia ser aquilo. sim, eu poderia, eu sou um mar em potencial, uma onda que não escoa, uma pedra que é sempre bruta. bruta flor. eu teria um jardim interno na minha casa, sim, e uma tina para escaldar meus pés. também. eu seria feliz enquanto a felicidade se ocupa de mim. e onde estão os anjos da guarda? devem morrer de cansaço as vezes de tédio também. não dá assim, essa menina também é fogo, não se ajuda, eles dizem. deus existe, sabe? dizem. eu acredito. sei. sabe aquela piada do cara que nada todo o canal da mancha e quando quase chega diz, cansei, e nada tudo de volta? é ela, sou eu. e isso é ser inteligente? " gogo girl vai que não vai, vê o filho crescendo as vontades inchando e nada dela ir, diz, meio se desculpando e culpando, assim não dá. então ensina ao filho, não desista nunca.
Linda então é aglória. as pessoas são tão especiais, juro, adoro ser gente.
" ela vai a todos os lugares. gogo girl. não dá pra qualquer um, mas se desse, dava, essa é a impressão que passa. e passa receitas de depilação, e de fazer peixes assados e um jeito qualquer de conquistar a quem se quer conqusitar, a sí mesma? de novo. imagina que é uma piada, rí de si mesma e depois chora. no final. atravessa a rua as vezes com cuidado outras sem pensar, imaginando acidentes terríveis e o seu corpo no chão cheio de sangue, sangue bem vermelho, tingindo a roupa que ela mesma teria que lavar. a hora da estrela. no seu brilho máximo, ela morre. e é assim. você é tão inteligente dizem, você poderia fazer isso, poderia ser aquilo. sim, eu poderia, eu sou um mar em potencial, uma onda que não escoa, uma pedra que é sempre bruta. bruta flor. eu teria um jardim interno na minha casa, sim, e uma tina para escaldar meus pés. também. eu seria feliz enquanto a felicidade se ocupa de mim. e onde estão os anjos da guarda? devem morrer de cansaço as vezes de tédio também. não dá assim, essa menina também é fogo, não se ajuda, eles dizem. deus existe, sabe? dizem. eu acredito. sei. sabe aquela piada do cara que nada todo o canal da mancha e quando quase chega diz, cansei, e nada tudo de volta? é ela, sou eu. e isso é ser inteligente? " gogo girl vai que não vai, vê o filho crescendo as vontades inchando e nada dela ir, diz, meio se desculpando e culpando, assim não dá. então ensina ao filho, não desista nunca.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
juizo estéril
merda estraçalho essa galinha e a como em pedaços grandes esquecí que era vegetariana e depois pego a manga doce e chupo dissecando uma raiva qualquer e parece que eu me dei conta afinal percebo enfim que estou de volta ao mesmíssimo lugar, que demora pra voltar, mas que chega igualzinho e direitinho. o lugar. e minha vingança é existir.
metade de mim
a metade que me falta. faco um jantar para dois e o que sobra é o mesmo do sempre: o um. o peixe assado. o que permance. aquele que não veio. a cadeira vazia em frente e a denúncia: ainda falta.
e que venha o próximo.
no café da manhã, dois pãezinhos na cesta e a geléia. tudo perfeito.
esse outro que espero sou eu. injusto seria querer de tí o que não cobro de mim. como os dois, o pão e a vontade saciada está, a insatisfação condiz com a impaciência.
ah, mas você tem que existir, talvez eu precise diminuir um pouco para que você exista.
então o apego. eu preciso dizer que te amo, sem você eu morro, coisas do tipo. e depois a posse, tem que ser você. eu te amo tanto. e as hipérboles que falam demasiado e por sí mesmas.
e as contradições: porque dizem outras verdades. meias verdades que sobram e esgotam. num mar de dor sem fim.
escrever de escrever e escrever sobre escrever. mas afinal, como se faz um conto? como se vem a ser escritora?que conversa é essa fia?
quando chega a hora em que se encontra o que quer contar e a forma de dizer? olha lá que vem vindo. e que venha o santo.
(qual alice que não cabe de tão imensa/cildo meirelles/ em sua própria casa, preciso dum daqueles biscoitinhos de diminuir pois estou caindo e caindo num buraco mais fundo e negro e que não pára de existir, onde eu sem fim, caindo e sentindo o mergulho em mim, o vento caminhando contra o corpo, eu sem celular, chip e inhotim ou um dinheiro no bolso e o vendaval e vai passar na avenida aquele samba popular e passou, passou. e eu sem mim, a continuar a cair ainda neste lugar sem fim, sem sentido e enfim, era uma casa muito engraçada, não tinha teto não tinha nada, na rua dos bobos número zero, outra vez aqui.)
obrigada por você existir. por você não desistir. pena de mim. quem tem pena de mim. vou desistir. vou tentar entender. recapitulando. o girino é o começo do papo. o silêncio é o começo do papo.
citações: do fim pro começo: arnaldo antunes, vinicius de moraes e toquinho, chico buarque e algo adulterado tom jobim.
cheia de bossa.
e que venha o próximo.
no café da manhã, dois pãezinhos na cesta e a geléia. tudo perfeito.
esse outro que espero sou eu. injusto seria querer de tí o que não cobro de mim. como os dois, o pão e a vontade saciada está, a insatisfação condiz com a impaciência.
ah, mas você tem que existir, talvez eu precise diminuir um pouco para que você exista.
então o apego. eu preciso dizer que te amo, sem você eu morro, coisas do tipo. e depois a posse, tem que ser você. eu te amo tanto. e as hipérboles que falam demasiado e por sí mesmas.
e as contradições: porque dizem outras verdades. meias verdades que sobram e esgotam. num mar de dor sem fim.
escrever de escrever e escrever sobre escrever. mas afinal, como se faz um conto? como se vem a ser escritora?que conversa é essa fia?
quando chega a hora em que se encontra o que quer contar e a forma de dizer? olha lá que vem vindo. e que venha o santo.
(qual alice que não cabe de tão imensa/cildo meirelles/ em sua própria casa, preciso dum daqueles biscoitinhos de diminuir pois estou caindo e caindo num buraco mais fundo e negro e que não pára de existir, onde eu sem fim, caindo e sentindo o mergulho em mim, o vento caminhando contra o corpo, eu sem celular, chip e inhotim ou um dinheiro no bolso e o vendaval e vai passar na avenida aquele samba popular e passou, passou. e eu sem mim, a continuar a cair ainda neste lugar sem fim, sem sentido e enfim, era uma casa muito engraçada, não tinha teto não tinha nada, na rua dos bobos número zero, outra vez aqui.)
obrigada por você existir. por você não desistir. pena de mim. quem tem pena de mim. vou desistir. vou tentar entender. recapitulando. o girino é o começo do papo. o silêncio é o começo do papo.
citações: do fim pro começo: arnaldo antunes, vinicius de moraes e toquinho, chico buarque e algo adulterado tom jobim.
cheia de bossa.
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